terça-feira, 21 de julho de 2020

A EVOLUÇÃO DAS TECNOLOGIAS APLICADAS NA EDUCAÇÃO NOS AMBIENTES VIRTUAIS DE APRENDIZAGEM (AVA)


Hoje, com os avanços das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs), da tecnologia em geral e a rapidez das mudanças no desenvolvimento da sociedade e dos seus segmentos sociais, é impossível não pararmos para observamos e estudar essas mudanças também presentes na Educação.

Na Educação à Distância (EaD) assim como na convencional estas mudanças estão cada vez mais inseridas no cotidiano de nossos alunos, desafiando nós professores a respeito do seu melhor uso e o AVA (Ambiente Virtual de Aprendizagem) é uma destas ferramentas inserida e bastante utilizada no contexto educacional contemporâneo. Para a EaD o AVA é responsável por facilitar a troca de informações entre professor e aluno, através dos fóruns, chats e salas de bate-papo, além de ser uma ótima ferramenta de disponibilização de conteúdos e atividades avaliativas deste processo de ensino a qual desafia o espaço físico e temporal. Já para a Educação Convencional (Regular) está plataforma vem como uma complementação didática onde também tem por objetivo facilitar o acesso ao conhecimento para os educandos a qual é destinada seu uso tornando possível seu acesso em qualquer lugar (onde se tem conexão à internet) e a qualquer hora. 

Desta forma podemos destacar a evolução das tecnologias aplicadas na educação com a utilização do sistema AVA como meio didático para disseminar o ensino-aprendizagem por meios dos seguintes recurso nele encontrado, citados na unidade II – Mídias e produção de material didático para a EAD pelo Professor Dr. Ernando Gomes:

Wiki – produção coletiva, colaborativa; Fórum – comunicação e discussão assíncrona; Rótulos – comunicação, aviso, mensagens; Chat – comunicação e discussão síncrona; Diário - produção individual e comunicação um a um; Mensagem – comunicação; e Tarefa – postagem de atividade.

Por fim, a exemplo das principais evoluções que essas plataformas apresentaram em termos de recursos e interação e com a adaptação que o professor deve se submeter para aplicar sua metodologia de ensino nesse tipo de ambiente temos o Moodle, que para o Professor Dr. Ernando Gomes é “um software livre para apoio ao ensino e aprendizagem que se divide em módulos, possui diversas funcionalidades para interação entre os participantes” e que atualmente é bastante utilizado pelas Instituições de Ensino ofertando-a de forma parcial (como complementar da educação regular) ou integral, esta última, utilizada na EaD.

 

REFERÊNCIAS

INFOGRÁFICOS, Curso: Informática na Educação, Design e Elaboração de Material Didático, do Instituto Federal do Maranhão – IFMA, em 2020. Disponível em < https://ava2.ifma.edu.br/mod/folder/view.php?id=47453 > Acessado em 21/07/2020. 

GOMES, E. Curso: Informática na Educação. Disciplina Design e Elaboração de Material Didático: Unidade II – Mídias e produção de material didático para a EAD, do Instituto Federal do Maranhão – IFMA, em 2020.



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quinta-feira, 28 de maio de 2020

AS REDES SOCIAIS COMO RECURSOS PEDAGÓGICOS

AS PRINCIPAIS VANTAGENS E DESVANTAGENS DA UTILIZAÇÃO DAS REDES SOCIAIS NA EDUCAÇÃO SUPERIOR A FAVOR DA APRENDIZAGEM COMO FERRAMENTA METODOLÓGICA

MICHAEL DA SILVA BRITO¹ 

Ao falarmos em redes sociais nos vêm logo a cabeça o Facebook, o Orkut, o Twitte, os Weblogs e mais recentemente o Instagram, todas utilizadas pelos jovens da atualidade para se socializar, fazer novas amizades ou buscar por relacionamentos, aprender uma receita ou ver um tutorial a respeito de um produto na internet, ouvir música ou ver vídeos, acompanhar a vida de pessoas famosas, instituições governamentais ou empresas, entre milhares de outras atividades que estes canais que cada vez mais estão inseridos na vida dos jovens podem nos oferecer.

Como já virmos há várias utilidades para as nossas redes sociais, então por que não usarmos elas para a disseminação de conhecimento? E, por que não buscarmos inserir cada vez mais aprendizagem neste mundo paralelo ao nosso onde nossos educando passam boa parte de seu tempo navegando? Essas e outras indagações nos faz ver a importância das redes sociais como um recurso metodológico complementar as nossas aulas.

Contudo, vamos abordar nesta primeira parte do nosso texto as vantagens do uso destes canais e suas tecnologias como complemento da educação superior como recursos didático. Posteriormente iremos alertar sobre algumas desvantagens que podem vir a ocorrer se as utilizarmos de uma forma irresponsável ou inadequada sem preparo ou capacitação para o seu devido uso e para concluirmos nosso trabalho iremos apresentar a aplicação real e relatar os resultados obtidos.

 Para Leka & Grinkraut (2013) em seu artigo sobre a utilização das redes sociais na educação superior,

A escola não oferece atrativos e é desmotivante para os alunos e por este motivo, muitos, principalmente no curso superior, estão desistindo de estudar por desinteresse, por falta de estímulos, por não gostarem de pesquisar e por acreditarem que escola está muito afastada de suas realidades.   

 

Segunda a concepção das duas autoras citadas acima, os professores assim como as instituições de ensino têm por ofício buscar meios para incentivar o seu aluno para que ele tenha melhores resultados e muitos não venham a desistir do curso, por isso é interessante usar como recurso metodológico as redes sócias como ferramenta de estudo, já que nelas encontram se uma boa parcela de nossos educandos e que passam uma grande parte de seu tempo navegando nelas.

Contudo, como escolher a rede social certa para a aplicação deste conteúdo como ferramenta complementar a nossa disciplina? Ainda no pensamento de Leka & Grinkraut, 2013, há muitas redes sociais hoje disponíveis sendo o Facebook uma das mais usadas, porém tem surgido algumas bem mais especificas voltadas para um determinado grupo de pessoas que buscam pelas mesmas coisas em comum e que estão cada vez mais ganhando espaço na internet, como afirma Lorenzo (2013),

Podem ser consideradas como tendências na internet, que possuem um público específico, com interesses e focos comuns entre si. Como exemplos de redes sociais especializadas, têm-se as redes sociais educativas, cujo público alvo se direciona à professores e alunos.

 

Mas, quais as vantagens na utilização destas redes para a educação superior em prol da aprendizagem dos acadêmicos que dispões destes recursos? Pois bem, para responder a indagação levantada acima vamos agora elencar algumas das principais vantagens no uso desta tecnologia.

Em primeiro temos a possibilidade de comunicação entre professores e alunos que através dos Chats de comunicação, dos fóruns e das caixas de comentário que há nos Blogs, no próprio Facebook, Instagram e demais redes, onde é possível a comunicação em tempo real ou distinto dos professores e alunos que não se encontram no mesmo local mais estão conectados, mesmo à distância.

Outra vantagem destacada por Bettio et al. (2012, p. 01), “É possível, estender o espaço físico das salas de aula, dessa forma o aluno não é limitado apenas ao tempo de uma aula e tem a oportunidade de ampliar as suas pesquisas com temas que lhe interessam”. Assim, sendo possível através do uso da rede social ampliar nosso tempo de aprendizagem com nossos educandos para além do espaço físico que nos é conferido nas instituições de ensino e incentivando os a pesquisa.

Também é interessante destacar que durante, após ou antecipadamente o professor pode estar disponibilizando diversos matérias como algumas mídias relativas ao uso da rede social onde se dará a disposição deste material que em muitas delas são até possível estar criando agendas para a organização de eventos, avaliações, entrega de atividades, trabalhos, palestras e entre muitas outras atividades que podem ser desenvolvidas pela turma com a orientação do professor para serem publicadas.

Todavia, é importante salientar que há alguns pontos negativos a serem observados e posteriormente evitado pelo professor que neste contexto age como animador, orientador do processo pedagógico ocorrente no uso das redes sociais como complemento ao que se dá em sala de aula física e tradicional.

Um dos principais pontos negativos é a falta de capacitação dos professores que vão propor essa nova didática, como podemos ver na fala de Leka & Grinkraut (2013, p.9 apud Moran, 2012), “para que aconteça um avanço na área das tecnologias educacionais, as instituições de ensino precisam preparar os seus docentes, para que estes obtenham domínio técnico e pedagógico”. Pois sem esse preparo técnico para o uso das mídias nas redes sócias não há esse avanço esperado no processo educacional.

Outra parte interessante neste processo e que deve  ser também observado é a respeito do uso da rede pelo professor, que implica diretamente num ponto negativo, é a forma como ele se expressa e utilizar sua rede social, suas postagens, seu modo de falar, eventuais erros ortográficos entre outros cuidados, já que, as redes sociais têm por objetivo expor-nos para o mundo em um e espaço público onde somos frequentemente monitorados por nossos alunos que nos têm como base, exemplo a ser seguido e formador de opinião, então todo cuidado é pouco ao utilizamos nossos redes sociais, mesmo as de perfil particular.

Uma preocupação que podemos ver frequentemente com o uso das redes sociais é a respeito das regras a serem ditados no “jogo” que tem como juiz o educador e que para Pechi (2011), “Nos grupos abertos na internet, não se costuma publicar um documento oficial com regras a serem seguidas pelos participantes. Este ‘código de conduta’ geralmente é colocado na descrição dos próprios grupos. ” Para uma boa conduta e melhor desempenho deve ser respeitada por todos os que participam deste processo de formação. Mais quando lidamos com jovens vemos que as coisas não são tão simples assim e por isso requer do professor punho firme e constante acompanhamento de todas as postagens feitas pelos acadêmicos para evitar comentários desnecessários (quando houver excluir) e impertinentes ao assunto abordado proibindo os e buscando maneira de punir supostos engraçadinhos que venham a violar as regras impostas a todos.

Ainda para a mesma autora, Pechi,

Os conteúdos obrigatórios - como os exercícios que serão trabalhados em sala e alguns textos da bibliografia da disciplina - não podem estar apenas nas redes sociais (até mesmo porque legalmente, apenas pessoas com mais de 18 anos podem ter perfis na maioria das redes).

 

Algo que deve ser levado em consideração já que muitos podem não dispor deste recurso por não ter a idade exigida para a utilização da rede social, outros por não dispor de tecnologia adequada, ou uma internet de qualidade que possa ser utilizada para este fim como muitos outros fatores que impossibilita o acadêmico ter o acompanhamento exclusivo por estes canais.

Agora vejamos um caso da utilização de uma rede social na educação superior, que ocorre em Teresina, capital do Piauí, na Faculdade de Tecnologia de Teresina – CET, onde acadêmicos do Curso de Direito (mais especificamente da disciplina de Direito Penal) utilizam um perfil do Instagram, chamado @criminalistascet, que sobre a orientação dos Professore de Direito Penal desta instituição auxilia os acadêmicos na produção de vídeos explicando, tirando dúvidas e apresentado diversos temas sobre vários conteúdos das ciências criminais que posteriormente são editados e postados nesta plataforma digital. A plataforma é destinada aos acadêmicos da instituição, a estudantes de Direito e qualquer outra pessoa que se interesse em está vendo os vídeos, já que o perfil é público e aberto a comentários abaixo dos conteúdos postados e pelo Direct que é um Chat de conversa especifico desta rede social.

O link ao final do parágrafo é de um dos vídeos que há nesta plataforma onde eu, acadêmico desta instituição, produzi, editei e publiquei falando a respeito das Espécies de Medida de Segurança para que outros acadêmicos ou interessados no assunto possam estar aprendendo sobre este instituto das ciências criminalista. https://www.instagram.com/tv/B7HodWNAZ3P/?igshid=tshgoaacwixm 

Por fim, gostaria de ressaltar que as redes sociais são ferramentas indispensáveis, para os dias de hoje, no processo de ensino-aprendizagem. Lembrando que tudo há pontos positivos como também negativos, porém nos educadores e formadores de opiniões devemos sempre estar atentos aos possíveis contratempos no uso desta tecnologia adjunta ao nosso ensino para que tenhamos sempre apenas resultados positivos, como o da página acima apresentada.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS   

 

LEKA, A. R., & GRINKRAUT, M. L. A utilização das redes sociais na educação:  Revista Primus Vitam, 2013. Disponível em: https://ava2.ifma.edu.br/pluginfil e.php/110919/mod_resource/content/5/Unidade%20II%20%20A%20Utiliza%C3%A7%C3%A3o%20das%20Redes%20Sociais%20na%20Educa%C3%A7%C3%A3o%20Superior%20-%20Texto%20Complementar.pdf. Acesso em 25 de maio de 2020.

LORENZO, Eder Maia. A Utilização das Redes Sociais na Educação: A Importância das Redes Sociais na Educação. 3 ed. São Paulo: Clube de Autores, 2013.126p.

BETTIO, Raphael Winkcler de; JULIANI, Douglas Paulesky; JULIANI, Jordan Paulesky; SOUZA, João Artur de. Utilização das redes sociais na educação: guia para o uso do Facebook em uma instituição de ensino superior. Cinted UFRGS.2012.11p. Disponível em: http://seer.ufrgs.br/index.php/renote/article/view/3 6434/23529. Acesso em: 20 de maio de 2020.

PECHI, Daniele. Como usar as redes sociais a favor da aprendizagem: Nova Escola.2011. Disponível em: https://novaescola.org.br/conteudo/240/redes-sociais-ajudam-interacao-professores-alunos. Acesso em 23 de maio de 2020.

BRITO, M. S. Espécies de Medidas de Segurança: @criminalistascet. Instagram. 2020. Disponível em: https://www.instagram.com/tv/B7HodWNAZ3P/?igshid=tshg oaacwixm. Acesso em 28 de maio de 2020.


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¹ Licenciado em Pedagogia pela Faculdade de Teologia Hokemãh, Especialista em Psicopedagogia Escolar e Institucional e em Gestão, Orientação e Coordenação Escolar ambas pela Faculdade Adelina Moura, Bacharelando em Direto pela Faculdade de Tecnologia de Teresina e Especializando em Informática Educacional pelo Instituto Federal do Maranhão – IFMA, campus São Raimundo das Mangabeiras, Professor da Educação Básica, Psicopedagogo no CREAS em Dom Pedro/MA e  Estagiário na Defensoria Pública do Estado do Maranhão.



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